Skip to content Skip to sidebar Skip to footer
Ruas e praças guardam referências da história de Cascavel.
Praça da Matriz – Foto: Alfredo (sem data)

 

As ruas e praças de Cascavel receberam nova nomenclatura de acordo com a Lei Municipal nº 344, de 2 de agosto de 1971, resultado de proposta do prefeito José Vale Albino (1931-2017), em parceria com o advogado Tiago Otacílio de Alfeu (1924-2004).

PRAÇA JOSÉ COUTINHO
José Coutinho nasceu em Redenção-CE no dia 19 de setembro de 1879. Filho de Manuel Coutinho e Terezinha Coutinho. Fez as primeiras letras em sua terra natal. Foi estudar em Fortaleza, onde adquiriu conhecimentos nas artes e no comércio. Atraído pela vocação dos negócios, veio morar em Cascavel. Aqui desposou Dona Cândida Barbosa Coutinho, filha de Mathias Soares Barbosa e Mariana de Almeida Barbosa. O casamento realizou-se na residência do coronel Alfredo de Castro, e celebrado pelo padre Francisco Valdivino Nogueira, no dia 25 de janeiro de 1908.Filhos: Augusto (comerciante), Godofredo (industrial), Gumercindo (comerciante), Laura, Antonieta, Marcela, Maria, Maria Augusta e Maria Coutinho.

Na terra adotiva foi vereador, prefeito interino, inspetor escolar, delegado de polícia, promotor ad-hoc, membro da Irmandade do Santíssimo Sacramento. Era fervoroso devoto de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Mereceu o respeito e admiração de todos que viveram às sua época. Conta-se que o padre Valdivino – ainda na sacristia – antes de iniciar a Santa Missa, perguntava ao sacristão Chicó: “O Coutinho já chegou?”. Figura mais representativa da poesia em Cascavel. Escrevia para a imprensa e imortalizou-se com um respeitável trabalho poético: 42 sonetos. Residia à Rua Honorato Pereira, 1956, na praça que hoje tem seu nome. Faleceu em Cascavel, com 80 anos de idade, no dia 31 de maio de 1959.

A Praça José Coutinho é também conhecida por “Praça da Matriz” “Praça das Tamarineiras”. É um dos mais antigos logradouros de Cascavel. Em meados do século XVIII, foi construída a cacimba – atualmente sob a praça – e a Igreja Matriz. Mais tarde, velhas mungubeiras foram dando lugar às tamarineiras, que em 1992 foram tombadas pelo patrimônio histórico. Esta praça foi inaugurada no dia 7 de setembro de 1967, pelo prefeito José de Queiroz Ferreira.  Era um parque infantil, com amurada que circundava toda a área. Na administração do prefeito José Vale Albino (1977-83), esta praça foi restaurada. Serviu de palco para os carnavais de 1991/92.

O logradouro é um quadrilátero formado pelas ruas Joaquim Barros (nascente), Professor José Antônio de Queiroz (poente), Honorato Pereira (sul) e o frontispício sul da Igreja Matriz (norte).

RUA Dr. ARCELINO DE QUEIROZ
Arcelino de Queiroz Lima nasceu em Beberibe a 22 de janeiro de 1837. Descendente de tradicional família cearense de Quixadá e Beberibe.

Jovem talentoso e muito culto. Cursou a Faculdade de Direito de Recife, e bacharelou-se em 1871. Na capital maurícia participou de campanhas cívicas e redigiu o “Oiteiro Democrático”.

Retornando ao Ceará, fundou o Ginásio Cearense com seu colega de faculdade, Francisco Antônio de Oliveira Praxedes. Este colégio foi um estabelecimento de ensino modelo. Afastando-se do magistério ingressou na magistratura, assumindo o cargo de Juiz Municipal de Canindé e depois Pacatuba.

Após o flagelo da seca de 1877, nos sertões os criminosos viviam à solta e desfrutavam a proteção dos chefes políticos e coronéis. Em 1878, o Presidente da Província, Dr. José Júlio de Albuquerque Barros (Barão de Sobral) com sua comitiva foi inaugurar a estação ferroviária “Calabôca” (atualmente Acarape). Quando o trem da comitiva governamental retornava das festividades foi bloqueado na Estação de Pacatuba, pelo Juiz Arcelino de Queiroz, que mandara colocar troncos de árvore na linha férrea. A composição parou, o juiz entrou no trem acompanhado do oficial de justiça e arrebatou da comitiva um criminoso, que era protegido do governo, prendendo-o no xadrez. Em seguida, pediu demissão do cargo e recolheu-se a um sítio na serra de Baturité, recusando-se a assumir outra comarca.

Republicano e político de grande envergadura, foi senador pelo Congresso Estadual, o qual foi dissolvido em 1892. Exerceu também a função de Procurador Fiscal da Fazenda Estadual.

Casado com Raquel de Queiroz Lima. Filhos: Adelaide, João Batista, Pedro, Espiridião, Daniel (pai de Rachel de Queiroz), Mário, Eusébio, Beatriz, José e Arcelina. Herdou do seu tio Miguel Francisco de Queiroz as fazendas “Junco” e “Califórnia” (desapropriada pela reforma agrária). Na fazenda “Junco” localiza-se a residência de férias – “Não me Deixes” – de sua neta Rachel de Queiroz. Faleceu em 19 de novembro de 1895, com 58 anos de idade.

A Rua Arcelino de Queiroz começa na Rua Sacristão Chico e termina na Avenida Coronel Leite (sentido norte-sul). Faz limite do nascente da Praça José Lourenço do Vale (Rua da Palha). Até 1971, antes da restauração da nomenclatura das ruas, chamava-se Rua Duque de Caxias. Nesta artéria ao leste da cidade, funcionou o alambique de Dona Carmozita Campelo Bessa, Foto Alfredo, e está instalada a Vila Vicentina.

RUA CORONEL BIÁ
Balthazar Ferreira do Vale, Coronel Biá, nasceu em Cascavel em 1825. Filho do edificador do Beberibe, Balthazar Ferreira do Vale, e Catarina Francisca Teixeira. Coronel Leite, seu primo legítimo, era casado com sua irmã, Maria Tomásia Ferreira. Severino Severiano Lopes Ferreira, seu irmão e ambos solteirões, moravam no Riacho Fundo. Sua tia materna, Maria da Penha Teixeira, fazia-lhes companhia.

Quando faleceu, em 1892, o primo-cunhado, Coronel Leite, o juiz de Cascavel nomeou o Coronel Biá curador do único herdeiro, seu sobrinho, Joaquim Thomás Pereira Leite, que era incapaz. O Coronel Biá foi político e senhor de terras com reflexos em todo o Cascavel. Um compromisso assumido por ele adquire consistência do inabalável, vez que era por ele cumprido, contra tudo e contra todos.

Conta Esperidião de Queiroz Lima, que numa linda noite de lua, Biá e Severino partiram a cavalo de Beberibe para Cascavel, onde havia uma festa. Ao chegarem à várzea do Rio Choró, avistaram na frente uma superfície branca e reluzente aos raios do luar. Observou Severino: “A maré está cheia, a água está alagando o caminho”. “Aquilo não é água, é areia”, respondeu o Biá. “Só cego não vê que é água”, disse o Severino. “É água”, “É areia” e criou-se a teima. Quando os cascos dos cavalos pisaram na areia fofa do rio, exclamou Biá: “Não te disse que era areia!” “Bem estás vendo que é água”, respondeu Severino. Biá, para provar a veracidade de sua afirmação, saltou do cavalo e atirou punhados de areia no irmão, que exclamou: “Não me molhes! Que brincadeira de mau gosto. Não posso ir à festa molhado”. Severino voltou para sua casa para trocar de roupa.

Severino faleceu aos 54 anos em 1883 e surgiu uma anedota: Chegando ao céu, quis entrar sem maiores formalidades. São Pedro, porém, embargou-lhe o acesso, dizendo que tinha de consultar seus assentamentos. Minutos depois, voltou o venerado porteiro e disse-lhe: “Pode entrar, Severino. Teu único defeito foi ‘teimosia’ na lista dos pecados mortais”. Afobou-se e respondeu: “Pois agora não entro. Fico esperando aqui o Biá”. Se assim fosse, teria passado 28 anos sentado na porta do céu, esperando seu irmão, também teimoso, o Coronel Biá, que só faleceu em 1911, com 86 anos de idade. Por muito tempo, os cascavelenses apelidavam de “Biá” as pessoas com vocação à teimosia.

A Rua Coronel Biá já se chamou Rua Siqueira Campos, até a reorganização da nomenclatura das ruas de Cascavel em 1971. Tem o sentido de nascente para poente. Nasce na Rua João Liberato Ribeiro e termina junto ao Módulo Esportivo. Separa o Centro de Abastecimento do Mercado de Carne; onde se realiza aos sábados a tradicional Feira de São Bento. Nestas imediações, funcionou o “Café da Antônia”.

RUA TABELIÃO JOSÉ MARCOS DE CASTRO
José Marcos de Castro e Silva Filho nasceu em Cascavel no ano de 1839. Filho do major José Marcos de Castro e Silva e Benedita Maria Sabóia.

Seu pai, major José Marcos, participou de movimentos revolucionários nos anos 1830; quando da criação do município em 1833, fez parte da 1ª Câmara de Vereadores de Cascavel. Com a implantação do Cartório, foi nomeado a 19 de dezembro de 1865 o 1º Tabelião Público do “Registro Hipotecário” – Cartório do 1º Ofício da Vila. Faleceu a 24 de abril de 1867 (um ano e quatro meses após sua nomeação).

Foi seu sucessor José Marcos Filho, nomeado por decreto imperial Tabelião Público e Escrivão Geral (vitalício) a 4 de abril de 1868. Em 1870 arrendou o sítio Boto, parte do patrimônio de Nossa Senhora do Ó, com a concessão do administrador, Capitão José Máximo Ribeiro.

O cartório ficou perpetuado na administração da família Castro e Silva, por quase um século: Major José Marcos, Tabelião José Marcos Filho, Manfredo Sabóia de Castro, Renato Sabóia de Castro (pai, filho, neto e bisneto sucessivamente). Os netos do Tabelião José Marcos Filho foram também tabeliães: Paula Sabóia de Castro Bessa (Aquiraz), Jocelinda Valdivino Sabóia de Castro (Pacatuba) e Jocelito Sabóia de Castro (Pacajus).

Tinha nove irmãos: Aderbal Tito (Coronel da Guarda Nacional), Raimundo Teodorico (Coronel da Guarda Nacional e presidiu a Província do Piauí), Joana, Benedito, Herminda, Rita, Maria Benedita, Tereza Benedita e o padre Sizinando, que foi vigário de Cascavel (1883-94).

Antes de falecer, foi sucedido no tabelionato do 1º ofício pelo filho, Manfredo de Castro e Silva. Seu falecimento ocorreu a 19 de junho de 1909, com 70 anos de idade.

A Rua Tabelião José Marcos de Castro e Silva Filho se chamava Rua 24 de Maio até 1971, quando foi aprovada a Lei Municipal nº 344 de 02/agosto, com nova nomenclatura das ruas e praças de Cascavel. Nasce na Rua Alfredo de Castro (norte) e termina na Rua Coronel Leite (sul). Faz limite com duas praças: Praça Esaú Benício e Praça Tabelião Horácio Bessa (Correios). É uma importante artéria do centro da cidade; o trecho entre a Coronel Biá – Coronel Leite é o mais recente dos anos oitenta. Residiram nesta rua cinco administradores da cidade: Coronel Leite, Capitão Nogueira, Dr. José de Queiroz, Biá Coelho e Luís Benício de Sampaio.

PRAÇA JOÃO MIRES – “O GALEGO”
João Mires nasceu em Tubner, no Líbano. Emigrou para o Brasil em 1915, atraído pelo eldorado latino-americano, e radicou-se em Cascavel. Era vendedor ambulante nas praias e sertão do Aquiraz ao Aracati. “O Galego”, como era chamado, trouxe, em 1928, quatro irmãos que ficaram no Oriente Médio: Mathias, Geriço, Elias e Odilha (Odiah). Casou-se com a cascavelense Francisca Mires e adotaram dois filhos: Gildo e Edegildo.

Comerciante bem-sucedido. Sua loja “Estrela do Oriente”, ficava na esquina do cruzamento das ruas Padre Valdivino com Dr. Pedro de Queiroz. Comprador de castanha de caju, cera de carnaúba, algodão e couros. Empresário do transporte da linha Cascavel-Fortaleza e de ônibus urbanos de Fortaleza. Precursor do cinema sonoro e proprietário do Cine Teatro São João (atual Igreja Universal), que construiu no início da década de 30. Foi o homem mais abastado da cidade e um dos mais ricos do Ceará. Devoto de São Sebastião, patrocinava o partido “encarnado” e tinha como adversário, no partido “azul”, sua esposa, Dona Chiquinha Mires. Humanitário e filantropo, contribuiu com a construção da maternidade, reformas da Igreja Matriz e, aficionado pelo esporte, colaborava com o futebol cascavelense. Auxiliou na ideia do padre Francisco Rodrigues na construção de uma escola secundária nos anos 50, porém, fracassou este sonho.

Foi barbaramente assassinado em Fortaleza, no dia 22 de abril de 1958, e sepultado em Cascavel. Foi o maior funeral de todos os tempos.

A Praça João Mires recebeu esta denominação em 1971, com a Lei Municipal nº 344, que deu nova nomenclatura às ruas da cidade. Em 1958, nesta praça localizava-se o primeiro cemitério público da cidade, que logo se encheu de túmulos com o grande número de vítimas do cólera. Daí, foi necessário construir outro, que foi inaugurado em 1868 (atual cemitério). Na década de 1950, foi uma praça de esportes, onde praticavam o futebol. Em setembro de 1969 foi iniciada a construção de uma caixa d’água para abastecimento da cidade. Esta ruiu em 21 de maio de 1987. Em 1972, a praça já estava tomada por casas e uma sucata de automóveis.

A Praça João Mires é um quadrilátero formado pelas ruas Dr. Branquinho (norte), Padre Maximiano (poente), Francisco Galdino de Souza (nascente) e casas adjacentes (ao sul). Atualmente compreende apenas o alinhamento da Rua Dr. Branquinho. Esta é uma das praças que, ao longo da História de Cascavel, não resistiram à fúria da habitação desorganizada da cidade.

RUA PREFEITO LUÍS BENÍCIO DE SAMPAIO
Luís Benício de Sampaio nasceu em Cascavel a 31 de março de 1880. Filho de Firmino Benício Sampaio e Maria Costa Sampaio. Casou-se em primeiras núpcias com Jacinta Antunes Sampaio, tendo como filho adotivo seu sobrinho, Monsenhor Francisco de Assis Antunes Portela. Viúvo, casou-se em segundas núpcias com Julieta Antunes, irmã de Jacinta e viúva de Raimundo Firmino Diniz, com três filhos: padre José Diniz, padre José Arimatéia e professora Lourdes Diniz. Do seu segundo casamento nasceram: Mariana, Cléofas, Excelsa, Luizete, Maria José, Maria Tereza, Benilde, Anchieta e José Diniz.

Político e agricultor. Em 1º de agosto de 1902, assumiu sua primeira função pública: Fiscal de Cascavel, nomeado e juramentado pelo intendente, Coronel Joaquim Barros. Foi vereador em várias legislaturas: 1916-20, 1920-24, 1924-28 e 1928-30. Era presidente da Câmara de Vereadores em 1930, quando foi dissolvida pela Revolução de 3 de outubro daquele ano. Foi prefeito municipal de 31 de dezembro de 1935 a 22 de novembro de 1945, afastado após a queda da ditadura Vargas. Administrou o município por 9 anos, 10 meses e 22 dias. Princpais obras: o prédio da Prefeitura (funcionou ali, até 1982); o Mercado das Frutas (atual Teleceará) e iniciou um projeto de uma escola agrícola na Moita Redonda. Residia na Rua que hoje tem seu nome, onde funciona atualmente a Escolinha Abraço Fraterno.

Faleceu com 69 anos de idade a 19 de junho de 1949, em Cascavel, onde foi sepultado.

A Rua Prefeito Luís Benício de Sampaio já teve várias denominações. Em 18 de janeiro de 1864, foi batizada por “Rua das Flores” e compreendia o pequeno trecho da Feira Velha e quarteirões ao nascente desta. Em 21 de julho de 1887, a Câmara rebatizou-a de “Rua Senador Alencar”. Somente em 2 de agosto de 1971, com a Lei Municipal nº 344, recebeu a atual nomenclatura. Nasce à Rua Arcelino de Queiroz e termina à Rua João Lopes Ferreira Filho, daí continua com o nome Rua Otávio Felício de Souza. Tem o sentido Leste-Oeste. Faz limites com quatro praças: Carlos Goiana, Padre Sizenando, Esaú Benício e Juvenal de Carvalho.

RUA BIÁ COELHO
Balthazar Coelho Filho nasceu em Cascavel a 21 de outubro de 1881. Filho de Balthazar Egydio Coelho e Francisca Xavier Coelho. “Biá” era um apelido familiar. Do seu casamento com Emília Firmino Coelho – filha de Antônio Firmino Diniz e Joana Firmino Maciel, tradicional família cascavelense – nasceram os filhos: Heráclito, Diomedes, Alda, Maria Eunice, Onélia, Emilina, Odílio, Enid, Álvaro, Tarcila, Osanira, Baltazar, Syra, José Mauro, Francisco José, Antônio Diniz e Maria de Fátima.

Seu pai, Balthazar Egydio, foi um abastado comerciante, possuidor de escravos e doou parte do seu patrimônio ao município, para a construção da “Praça do Catavento” (hoje Praça Juvenal de Carvalho).

Biá Coelho foi secretário e tesoureiro do prefeito Vitoriano Antunes (1920-30). Segundo pesquisa feita pelo Antônio Barão: “No impedimento do prefeito Dr. Lauro Vieira Chaves (1932-5 meses), Biá Coelho respondeu pelo titular (31/08/1932 a 18/09- 19 dias). Em seguida deu posse ao prefeito Ivan de Oliveira Ramos (1932-34). Foi prefeito interino (2/03/1936 a 30/04/1936), vereador e assumiu a presidência da Câmara várias vezes”.

Religioso e devoto de Nossa Senhora do Ó, foi o último arrecadador dos “foros simbólicos” do patrimônio da santa dos fundadores da cidade, e prestava contas com os vigários da paróquia. Foi membro da Irmandade do Santíssimo Sacramento. Atuou no Banco Popular de Cascavel. Serventuário da Justiça, responsável pela indumentária dos juízes (Tribunal do Júri). Servidor íntegro e honesto, exemplo do funcionário público municipal. Faleceu em Fortaleza aos 83 anos a 7 de setembro de 1964.

A Rua Biá Coelho já se chamou “Newton Prado”, até a reorganização da nomenclatura das ruas de Cascavel em 1971. Tem o sentido nascente-poente. Começa na Praça Esaú Benício e termina na Rua Jornalista João Lopes Ferreira. O Hospital Nossa Senhora das Graças e a Praça Juvenal de Carvalho são os mais importantes logradouros desta rua. Separa o Patronato da Escola de 1º Grau (Grupo Escolar); tem predominância de residências em toda a extensão.

AVENIDA PREFEITO VITORIANO ANTUNES
A rua sempre foi o campo de experiência, o meio da cultura, o resumo da civilização e do mundo.

A artéria mais elegante, mais rica e mais asseada do Centro Comercial de Cascavel. Cada metro quadrado daria para enriquecer qualquer família do subúrbio. Esta avenida tem o nome do maior político municipal que os cascavelenses já conheceram: Coronel Vitoriano Antunes, filho de Martiniano Antunes Ferreira e dona Maria Lopes Ferreira. Vitoriano Antunes Nasceu em Cascavel a 23 de dezembro de 1880 e faleceu no dia 8 de agosto de 1932, aos 52 anos incompletos, nesta cidade.

O povo de Cascavel prestou-lhe justa homenagem ao denominar uma de suas ruas com o nome Avenida Prefeito Vitoriano Antunes, segundo a Lei Municipal de 2 de agosto de 1971.

Ele exerceu diversos cargos importantes na vida política deste município. Foi Intendente nos anos 1908, 1910, 1912 3 1913; Prefeito Municipal de 1920 a 1930. Deixou muitas obras de vulto: Mercado, Açougue, Matadouro, construiu a primeira ponte do município, sobre o Rio Malcozinhado, que foi inaugurada em 21 de abril de 1930.

Vitoriano Antunes tinha espírito progressista e era um administrador ímpar, de pulso forte e decisões firmes, acatado e respeitado. Podendo-se afirmar que foi verdadeiramente que foi o edificador de Cascavel, por ter firmado a autonomia do município.

A Avenida Prefeito Vitoriano Antunes nasce na Avenida Coronel Leite, nas imediações do Banco do Brasil, terminando na Rua Alfredo de Castro, na Estrada do Coaçu. Nesta avenida é onde se encontra o maior número de estabelecimentos comerciais – diversificado e ativo.

RUA PADRE VALDIVINO
Padre Francisco Valdivino Nogueira nasceu em Limoeiro do Norte, no dia 24 de abril de 1866, na fazenda Jurema, numa pobre casa de taipa ao lado de um pé de tamarindo, a meia légua daquela cidade jaguaribana. O local foi assoreado pelo rio (informação do bispo de Limoeiro, Dom Pompeu B. Bessa).

Filho do pobre agricultor Valdivino de Sousa Nogueira e Maria Joana de Carvalho. Sua mãe, viúva, casou-se com o cascavelense Coronel Juvenal de Carvalho, rico agricultor e proprietário do Engenho Livramento, em Redenção.

Menino pobre e órfão foi amparado pelo Monsenhor Hipólito Gomes Brasil, que abriu as portas do Seminário da Prainha. Ordenado sacerdote a 30/11/1888. Foi professor do seminário onde estudou. Redator do jornal “A Verdade”, membro da Academia Cearense de Letras e do Instituto Histórico do Ceará.

Com a vacância na paróquia (saída do padre Melchiades Augusto Mourão Matos), foi convidado pelo Bispo do Ceará, Dom Joaquim José Vieira, para assumir a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Cascavel. Nomeado a 23/06/1897, foi o 8º vigário de Cascavel.

Religioso devotado, um pastor incansável, incursionou por todos os lugarejos e distritos pregando a palavra do evangelho e conhecendo seu rebanho.

O padre Maximiano Pinto da Rocha era seu coadjutor e o substituiu várias vezes, quando dos compromissos em Fortaleza e fora do Estado.

Convidado para a Arquidiocese de Natal-RN, declinou esse honroso convite para permanecer vigário da cidade de Cascavel. Em 1915, diante do flagelo da seca escreveu na imprensa cearense um artigo: “CASCAVEL TAMBÉM CLAMA”. Enfocava o descaso que as autoridades estaduais davam a Cascavel. Citava o açude da “Bica” como solução para salvar-nos da falta d’água.

Político destacado em todas as convenções do partido, quando representava Cascavel. Era aciolino e correligionário do prefeito coronel Vitoriano Antunes.

Realizou grandes reformas na Igreja Matriz. O relógio é do seu tempo. Representou o Estado do Ceará em Pernambuco nos festejos do Centenário da Revolução (1817-1917). Residiu por muito tempo na esquina da rua, que tem hoje seu nome, com a Rua Biá Coelho (atualmente o Patronato Juvenal de Carvalho).

Doente, foi para Fortaleza, deixando Cascavel, após 24 anos de paroquiato. Esgotados os recursos médicos, recolheu-se à fazenda do seu padrasto, em Redenção, onde faleceu a 8 de setembro de 1921, aos 56 anos de idade.

A Rua Padre Valdivino, antes de 1971, chamava-se Rua Coronel Juvenal de Carvalho. Tem o sentido Norte-Sul. A Praça Juvenal de Carvalho, Escola de 1º Grau de Cascavel, Hospital, Patronato, Capela do Patronato, Mercado Público, Caixa Econômica Federal, Centro de Abastecimento e residências formam esta artéria. Aos sábados, num trecho realiza-se a feira de São Bento.

RUA PROFESSOR JOSÉ ANTÔNIO DE QUEIROZ
José Antônio de Queiroz e Melo nasceu a 5 de maio de 1849, na Freguesia do Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama). Filho de Antônio Bandeira de Melo e Antônia Maria da Conceição. Casou-se a 17 de maio de 1873 com Maria Adelina de Queiroz Melo.

Foi nomeado professor das primeiras letras, por ato do Presidente da Província do Ceará, Francisco de Assis Oliveira Maciel, a 10 de dezembro de 1872. Regeu o magistério em Santa Rosa (hoje Jaguaribara), Limoeiro do Norte, Sucatinga (Beberibe) e Cascavel, onde fixou residência e aposentou-se em 1890.

Trabalhou com afinco para a fundação, a 2 de julho de 1887, da Conferência de São Vicente de Paulo, organização vicentina e entidade filantrópica. Foi sócio fundador e 1º presidente, lugar que esteve ocupando por vários anos, fazendo caridade aos mais desvalidos. Ainda hoje, a Vila Vicentina presta serviços aos carentes em nossa terra.

Monsenhor Hipólito Gomes Brasil, vigário geral do bispado, nomeou o professor José Antônio, em 1888, para o cargo de Escrivão Paroquial. Registrou batizados, casamentos, óbitos de gerações de cascavelenses. Foi contemporâneo do padre Sizenando, padre Melquíades e padre Valdivino. Colaborou no jornal “O Cascavel”, de Aloísio Queiroz, nos anos 20.

Prestou exame perante o Tribunal de Relação (Justiça), e obteve, a 10 de dezembro de 1897, a provisão (habilitação) para advogar em várias comarcas do Ceará. Inteligente e experiente nas práticas forenses, versado nas leis, revelou-se como um versátil advogado. Manteve seu escritório em Cascavel, atendendo à sua clientela na rua tempos adiante (1971) distinguida com adoção do seu nome. Ali faleceu, a 26 de abril de 1934, poucos dias antes de completar 85 anos de idade.

A Rua Professor José Antônio de Queiroz, até 1971, se chamou Rua Quintino Bocaiúva. Inicia na Rua Alfredo de Castro, ao poente do Memorial Edson Queiroz e termina na Rua Coronel Biá, no sentido norte-sul. É uma das ruas mais antigas da cidade, teve suas primeiras edificações ainda nos ensaios da povoação. Há vários prédios do século XIX: na casa nº 2128, residiu Austregésilo de Athayde; no sobrado nº 2056 morou o prefeito Luís Benício. Na década de 1940, foi demolido o sobrado de Idelfonso de Castro, surgindo o Largo Sebastião Coelho Filho. O sobrado do Dr. Branquinho ainda resiste à fúria demolidora dos homens. Destaca-se a monumental Igreja Matriz, construída no século XVIII. Nasceu nesta rua, vizinha à casa do biografado, o industrial Edson Queiroz (1925-1982). Unidade Básica de Saúde, Casa Paroquial, residências, estabelecimentos comerciais, as praças Carlos Goiana, Padre Sizenando e José Coutinho completam esta importante artéria.

RUA Dr. BRANQUINHO
Uma rua são duas filas de casas num leito de pedra ou asfalto, e postes de iluminação pública. Tudo passa pela rua sem deixar vestígios. Quando chega a noite, tudo sumiu como por encanto. Dos que passam pela rua, uns estão no leito, com amor, outros no hospital com sofrimento, e outros enfim, entre velas acesas com a morte.

Sebastião Simões Branquinho, o “Dr. Branquinho”, nasceu em Cascavel, em 1821; filho do coronel José Simões Branquinho, chefe político de cascavel e primeiro presidente da Câmara, quando da instalação do Município em 17 de outubro de 1833 (não existia a figura do Prefeito). Seu pai foi assassinado em sua residência (sobrado da Rua Professor José Antônio de Queiroz com Rua Dr. Branquinho), no dia 4 de fevereiro de 1842 (há 178 anos).

O jovem Sebastião Branquinho era estudante de medicina em Paris-França. Retornou imediatamente à sua terra após saber desta trágica notícia. Em Cascavel, muito ajudou seus conterrâneos. Aplicando seus conhecimentos de farmacologia e terapêutica, aprendidos na Europa, medicava seus pacientes. Era uma época em que não existiam farmácias. Assim, salvou muita gente da terrível epidemia de cólera, que ceifou a vida de 360 pessoas no município de Cascavel (compreendida também Beberibe), nos anos 1855-62.

Participou ativamente de todos os momentos políticos e administrativos do século XIX em nossa terra. Dr. Branquinho faleceu em 1911, com 90 anos de idade.

A Rua Dr. Branquinho, antiga 24 de Outubro, só recebeu esta nova denominação em 1971. É pequena e estreita; tem sua origem nos ensaios de urbanização da cidade no século XVIII. Localiza-se no Centro antigo de Cascavel. Tem o sentido nascente-poente. Começa no Largo Sebastião Coelho Filho e termina em frente ao Cemitério Público, nas imediações da Praça João Mires.

Por esta rua é feita a nossa última viagem rumo à eternidade; acompanhada pelas badaladas solenes do velho sino da Igreja Matriz, familiares e amigos.

RUA PADRE MAXIMIANO
O padre Maximiano Pinto da Rocha saiu à luz do mundo como um brilhante astro, para com seus raios pastorais, semear graças, fé, caridade e colher virtudes: no dia 21 de fevereiro de 1873, em Russas. Filho de João Pinto Cavalcante e Francisca Pinto da Rocha.

Ingressou no Seminário Episcopal de Fortaleza (Prainha) antes do século XIX. Ali mesmo foi ordenado sacerdote a 30 de novembro de 1901, pelo 2º bispo do Ceará, Dom Joaquim José Vieira (1884-1912).

Em 6 de março de 1902, foi nomeado coadjutor da Paróquia de Ipu; ali permaneceu até 26 de dezembro de 1903. Foi nomeado para o paroquiato de Ipueiras, onde realizou trabalho pastoral até 15 de fevereiro de 1910.

Dom Joaquim nomeou padre Maximiano “simples auxiliar” (coadjutor) da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Cascavel, a 31 de agosto de 1910. Era vigário titular o venerado padre Valdivino Nogueira (1866-1921).

O coadjutor assumiu interinamente a paróquia vária vezes, em virtude das frequentes viagens do padre Valdivino, que participava dos meios literários, políticos e religiosos em Fortaleza, e visitava sua mãe e padrasto em Redenção-CE, com frequência.

A mais significativa homenagem que lhe foi prestada, foi a colocação, na casa paroquial, do seu retrato, quando ainda era coadjutor. O vigário, padre Valdivino, discursou no evento: “Vosso retrato, como efigie sagrada dos heróis do cristianismo, chegou até a vossa casa, atravessando as ruas da cidade, nos tantos braços, como no coração do povo de Cascavel (…) Foi admirável de inspiração e lembrança dos vossos amigos cascavelenses, inclusive o mais obscuro de todos e de todos o mais agradecido, que sou eu” (in “Florilégio”, pág. 147).

Em 15 de dezembro de 1916, foi nomeado vigário titular de Aratuba, onde permaneceu até 20 de dezembro de 1921.

O 3º bispo do Ceará, Dom Manoel da Silva Gomes (1912-1941), nomeou o padre Maximiano vigário titular de Cascavel – ato de 30 de dezembro de 1921, e posse a 15 de janeiro de 1922. Assumia a vaga deixada pelo padre Valdivino, que falecera a 8 de setembro de 1921. Tornou-se o 9º vigário desta paróquia. Realizou um santo apostolado, renovando no seio dos cascavelenses, após cinco anos de ausência, um trabalho religioso de um abnegado pastor de rebanhos. Faleceu aos 54 anos de idade, em Cascavel, no dia 6 de julho de 1927, após quase 26 anos de vida sacerdotal, dos quais 11 anos dedicados à nossa terra.

A Rua Padre Maximiano se chamou Rua Castro e Silva, até 1971, quando foi aprovada a Lei nº 344 (de 2 de agosto de 1971), com a nova nomenclatura das ruas e praças de Cascavel. Inicia na Rua Biá Coelho e termina na CE-004 (Litorânea), no sentido norte-sul. No início tem o Cemitério Público e, na sua extensão, casas residenciais e comércio. Corta o bairro do Rio Novo (inclusive a Avenida Coronel Leite/Chanceler Edson Queiroz).

RUA SAMUEL BEDÊ
Samuel Teles de Menezes Bedê nasceu no sítio Prata, em Caponga, distrito de Cascavel, a 12 de agosto de 1864. Filho do capitão da Guarda Nacional, Raimundo Teles de Menezes Bedê e Francisca Bedê. O capitão Raimundo Bedê era vereador quando da emancipação da Vila de Cascavel à categoria de cidade, em 2 de novembro de 1883 (informação do Antônio Barão).

Casou com a portuguesa, sua cunhada (viúva do seu irmão, Leônico Teles de Menezes Bedê), Júlia Menezes Bedê. Os sete filhos do primeiro matrimônio de sua esposa-cunhada (Martina, Pedro, Ambrosia, Raimundo, Leônico Filho, Elza e Arnaldo Bedê Menezes) foram educados numa só família, com os seus cinco filhos: Samuel Filho, América, Raimunda, Luiza e Gonçalo.

Abastado agricultor e proprietário do Sítio Camaragibe, no Riacho Fundo, terras e carnaubal no vale do Rio Choró (Beberibe e Cascavel). Gozava de grande influência política no município. Até 1930, com Esaú Benício, Antônio Maciel Filho e Silvestre Vitoriano, lideravam o Partido Democrático Cascavelense; eram adversários políticos do coronel Vitoriano Antunes. Republicano convicto, assinou em 16 de dezembro de 1889, juntamente com mais de uma centena de cascavelenses, o “Termo de Adesão ao Governo Republicano”, na Câmara Municipal.

Residia à Avenida Dr. Pedro de Queiroz Ferreira – próximo ao Clube Recreativo – atual residência do Raimundo Ciriano. Faleceu na noite do dia 05 de abril de 1938, quando cavalgava de Cascavel para o Choró em companhia de seu compadre “Quincó”. No lugarejo denominado “Lagoinha”, sentiu-se mal, desceu do cavalo, e teve morte fulminante. Estava com 74 anos de idade.

A Rua Samuel Bedê, até 1971, chamava-se “Estrada do Fio da Bananeira” (Guanacés). Tem o sentido nascente-poente, e adentra os loteamentos Bessalândia, Planalto e do Zé Aracati.

PRAÇA ESAÚ BENÍCIO
Esaú Benício Sampaio nasceu a 31 de agosto de 1897 em Guanacés, distrito de Cascavel. Filho de Manoel Benício Sampaio e Maria Soares do Nascimento Sampaio. Casou-se com Ailza Mateus Sampaio, filha de Mateus Pereira de Souza e Raimunda Fagundes de Souza. Filhos: Nelizinha, Olival, Margarida, Hilma, Roseli, Oswaldo, Sinval, Aliete, Esaú Filho, Ailza e Francisca de Assis.

Foi líder do Partido Democrático Cascavelense, antes da década de 30. Vereador na legislatura 1951-55. Udenista convicto, candidatou-se duas vezes a prefeito de Cascavel num processo democrático. Perdeu as eleições para Juarez de Queiroz Ferreira (1947) e Dr. Francisco Mansueto de Souza (1958).

Como delegado de polícia, exerceu este cargo várias vezes. A moral e o respeito eram predominantes na sociedade. Naquela época, os homens não transitavam pelas ruas de Cascavel vestindo calça curta (bermuda), sob pena de ir para o xadrez.

Esaú também foi comerciante de variedades. Instalou-se na esquina-NE da Rua Prefeito Vitoriano Antunes com a Avenida Dr. Pedro de Queiroz Ferreira. Faleceu no dia 12 de agosto de 1962.

A Praça Esaú Benício é um logradouro antigo da cidade. No século passado chamava-se Praça Coronel Ferraz, onde se realizavam as Feiras de São Bento, desde os primórdios da Vila até 1917. Daí ficou conhecida como Feira Velha. As mungubeiras deram lugar aos fícus benjamim. Já funcionou naquele logradouro o correio, o cartório, escola, circos e residências ilustres: coronel Leite, José Saúna, Biá Coelho, Júlia de Melo, Jurandir Bessa e Esaú Benício (era num sobrado na Rua Prefeito Luís Benício Sampaio, já demolido).

Somente em 1971, quando foi aprovada a Lei Municipal nº 344 de 2 de agosto, o logradouro recebeu o nome deste ilustre político. A praça é um quadrilátero formado pelas ruas Prefeito Luís Benício Sampaio, ao norte; ao sul, trecho irregular sem denominação; ao nascente, Rua Professora Maria Ernestina e ao poente Rua Tabelião José Marcos de Castro e Silva.

Em 1991, iniciou-se a construção do Ginásio de Esportes, na administração do prefeito Paulo César Sarquis Queiroz (1989-92).

Em 2023, na gestão do prefeito Tiago Ribeiro, o ginásio foi demolido e a Praça Esaú Benício foi reconstruída.

PRAÇA JUVENAL DE CARVALHO

Juvenal de Carvalho nasceu em Cascavel a 28 de março de 1858. Casou-se com a viúva Maria Joana de Carvalho, genitora do padre Francisco Valdivino Nogueira. Juvenal era padrasto desse ilustre sacerdote.

Rico agricultor, proprietário do Engenho Livramento, em Redenção, onde residia. Por decreto de 14 de junho de 1902, o presidente da República, Campos Sales, nomeou-o comandante da 3ª Brigada de Artilharia da Guarda Nacional de Pacatuba.

Em 1903, foi acusado de mandar matar e enforcar seu adversário o coletor de Redenção, coronel Emiliano Cavalcante, cujo cadáver se encontrou dependurado numa árvore. Levado a júri, foi absolvido por absoluta falta de provas.

Parte de sua riqueza distribuiu em obras de real beneficência. Em Fortaleza: o Asilo de Menores (1934) e a Maternidade Senhora Juvenal de Carvalho (1936). Em Cascavel, construiu o Patronato, que é dirigido pelas irmãs da ordem de São Vicente de Paulo. A 28 de maio de 1941, inaugurou a Capela de Nossa Senhora das Graças e, no pátio interno da escola, o seu busto.

Em companhia do padre Rodolfo Ferreira da Cunha, fez várias peregrinações à Terra Santa e jamais se cansou de praticar obras de caridade e benemerência social.

Em 1921, viu falecer o “querido enteado”, padre Valdivino, em sua fazenda. Mais tarde, em 1935, ficou viúvo. Não deixou descendentes. Faleceu em Fortaleza a 24 de dezembro de 1955, com 97 anos de idade.

O terreno da Praça Juvenal de Carvalho foi uma doação de Balthazar Egydio à municipalidade. Ali foi instalado um cata-vento ao poço para abastecimento de água aos moradores. Chamava-se “Praça do Poço” ou “Praça do Cata-vento”. O prefeito Juarez de Queiroz Ferreira (1955-59) planejou fazer uma praça com bancos e jardins. O prefeito Dr. Francisco Mansueto de Souza (1959-1963) construiu e inaugurou-a em 1961. A praça recebeu o nome deste ilustre filantropo cascavelense. O busto do pátio do Patronato, foi cedido pela Irmã Helena Bezerra, para figurar naquele logradouro. O nome popular nesta época era “Avenida Nova”, pois já existia a Praça da Matriz, que passou a ser conhecida como “Avenida Velha”. A administração Queiroz-Valim, em 1967 fez significativa reforma. Em 1983, o prefeito Jurandir Dantas de Souza fez outra reforma, construiu um coreto e hasteou pela primeira vez a Bandeira do Município.

Reformada novamente em 1999, com verba do Governo do Estado, concedida ao prefeito Paulo César Sarquis Queiroz (1989-1993 / 1996-2000), a Praça Juvenal de Carvalho ganhou nova iluminação com postes de cimento armado, bancos mais confortáveis e playground, além de quiosques de alvenaria e madeira para venda de produtos regionais.

Em 2012, na administração do prefeito Dr. Décio Paulo Bonilha Munhoz (2009-2012), a praça, que se encontrava em péssimas condições, passou por nova intervenção. Com recursos do Programa Turismo na Cidade, do Ministério do Turismo, foi totalmente reformada.

O logradouro recebeu nova reforma na gestão do prefeito Tiago Ribeiro, com a implantação de Academia ao Ar Livre, Brinquedopraça e diversas melhorias estruturais.

É conhecida por “Praça do Hospital”, referência que se faz à instituição ao sul deste logradouro. É uma quadrilátero limitados pelas ruas Prefeito Vitoriano Antunes (nascente), Padre Valdivino Nogueira (poente), Prefeito Luís Benício Sampaio (norte) e Biá Coelho (sul).

AVENIDA CHANCELER EDSON QUEIROZ
Edson Queiroz nasceu em Cascavel a 12 de abril de 1925, filho de Genésio Queiroz e Cordélia Antunes Queiroz. Casado com Yolanda Vidal Queiroz. Em setembro de 1932, seu pai foi morar em Fortaleza, levando a família. Foi seminarista, estudou no Liceu e fez contabilidade na Escola Técnica do Comércio Padre Champagnat. Trabalhou no comércio do pai, mas em 1951, criou sua própria empresa – Edson Queiroz & Cia. Ltda. – no ramo de gás butano. Importava gás dos Estados Unidos. Em 1963, fundou a Tecnorte – Tecnomecânica do Nordeste S/A e logo em seguida a Esmaltec. Em 1959, adquiriu a Rádio Verdes Mares-AM. Em 1970, completou o complexo Verdes Mares com a TV Verdes Mares – Canal 10.

Sua grande obra foi a Unifor – Universidade de Fortaleza, da Fundação Edson Queiroz, em 15 de abril de 1971.

Colaborando com sua terra, instalou uma fábrica de beneficiamento de castanha de caju – Cascaju inaugurada em 13 de dezembro de 1969. Esta indústria norteou a economia do município.

No dia 8 de junho de 1982 faleceu aos 57 anos num acidente aéreo, na Serra da Aratanha.

Ao lado de João Lopes Ferreira Filho é considerado como filho ilustre de Cascavel. Na entrada da cidade, há uma estátua como justa homenagem dos seus conterrâneos, onde há uma placa comemorativa com os seguintes dizeres: “Se algum dia vocês forem surpreendidos pela injustiça ou pela ingratidão, não deixem de crer na vida, de engrandecê-la pela decência, de construí-la pelo trabalho”.

A Avenida Edson Queiroz antes da reorganização da nomenclatura das ruas e avenidas de Cascavel, em 1971, chamava-se Boulevard Joaquim Távora. Compreendida das imediações do Banco do Brasil ao largo da Igreja de São Francisco (Praça Frei Bernardino de Mornico), no bairro Rio Novo, onde havia a praça de esportes – campo da galega.

Em 1971, foi rebatizada: Avenida Coronel Leite (Raimundo Pereira Leite). Com a construção da CE-004, em 1967/68, foi ampliada em terras de José Ribeiro, da rodovia até o largo da igreja. Existiam fícus benjamins e duas cacimbas, que foram soterradas para construção do acesso à área urbana da cidade. Em 1991, na administração Paulo César Sarquis Queiroz, foi iniciada uma reforma. Ampliaram a avenida com dois sentidos de trânsito, paralelepípedo, passeio para pedestre. Nesta época, a 23 de agosto de 1991, a lei nº 585/91, sancionada pelo prefeito Paulo César, denominou de Avenida Chanceler Edson Queiroz, a avenida que inicia na CE-004 e termina na Avenida Padre Valdivino Nogueira. Daí, no sentido para o nascente, continua com a antiga denominação: Avenida Coronel Leite.

A Avenida Chanceler Edson Queiroz é a principal artéria da cidade. Tem o sentido nascente-poente. Residências, comércio em expansão, prefeitura municipal, churrascarias, bares, pizzarias, o corredor gastronômico da cidade. Faz cruzamento com seis ruas e limite com uma praça.

RUA JOÃO LOPES FERREIRA FILHO
João Lopes Ferreira Filho nasceu no Riacho Fundo, em Cascavel, a 10 de agosto de 1854. Filho de João Lopes Ferreira e Francisca de Paula Façanha Ferreira. Tradicional família de colonizadores de Cascavel e Aquiraz.

Estudou no Ateneu Cearense. Ainda muito jovem, em 1873, foi redator do primeiro jornal maçônico do Ceará: “Fraternidade”. Jornalista, colaborou em vários periódicos de cunho literário, satírico e político: “Gazeta de Notícias” (1880), “O jornalzinho” (1882) e “O Cearense (1882). Foi redator do jornal “O Libertador”, junto com um grupo de jovens intelectuais, e fundaram o “Clube Literário”, que publicava a revista “A Quinzena”.

Foi funcionário dos Correios e da Secretaria de Governo do Ceará. Elegeu-se Deputado Provincial nos biênios 78/79 e 80/81. Foi secretário do governo amazonense, onde passou pouco tempo. Integrou o “Centro Abolicionista”, fundado em 1882, e logo foi seu presidente. Os conservadores ridicularizavam este centro de “Centro João Lopes”, alcunha que aludia a seu presidente.

Republicano convicto, combatia os males da Família Imperial. Quando da Proclamação da República (1889), no Passeio Público, sob o impacto dos acontecimentos, fez importante discurso convocando o povo para depor o Presidente da Província, Morais Jardim, e constituir novo governo. João Lopes, João Cordeiro e Joaquim Catunda mantiveram o Clube Republicano em sessão permanente e em ligação com as tropas legais até a queda do último Presidente Provincial, no dia 16 de novembro, às 14h. O tenente-coronel Luís Antônio Ferraz foi o primeiro governador republicano, e logo nomeou João Lopes seu Secretário do Interior. Foi também membro do Conselho de Intendência Municipal de Fortaleza.

Em 1890, elegeu-se deputado constituinte e logo passou para o Partido Federalista (1892). Foi eleito deputado federal (1893) e foi conduzido à presidência da Câmara (função exercida ate hoje por outros dois políticos representantes do Ceará: Flávio Portela Marcílio e Paes de Andrade).

No Rio de Janeiro colaborou com a imprensa nos periódicos “Tempo”, “Tribuna”, “Dia” e “Correio Mercantil”.

Em 1904, foi eleito o primeiro vice-presidente do Ceará na chapa do presidente Antônio Pinto Nogueira Accioly. Exerceu grande influência social e política na Capital Federal. Era sócio correspondente da Revista do Instituto do Ceará.

Considerado o mais ilustre filho da terra cascavelense. Faleceu no Rio de Janeiro a 1º de maio de 1928, com 74 anos de idade.

A Rua João Lopes tem o sentido Norte-Sul. Nasce na Rua José Antunes de Queiroz (próximo à Cascaju) e termina no Bairro Juarez Queiroz (Alto Luminoso). Faz limite com o Cemitério Público (poente) e com a Praça da Igreja de São Francisco, no Bairro Rio Novo (nascente). Corta duas importantes artérias: Avenida Chanceler Edson Queiroz e a CE-004. É a rua mais extensa da cidade de Cascavel.

Antes da reorganização da nomenclatura das ruas e avenidas de Cascavel, em 1971, esta rua se chamava Rua São Francisco.

PRAÇA JOSÉ LOURENÇO DO VALLE
José Lourenço Ferreira do Valle casou-se com Raimunda Menezes do Valle, filha do capitão da Guarda Nacional de Cascavel, José Félix de Menezes (1815-1877) e Luiza Batista de Menezes. Filhos: Lourenço (casado com Cora Medeiros do Valle); Isaac (casado com Sulamita Antunes); Zaqueu (casado com Eline Monteiro); Ana Valle Sabóia (casada com Francisco Sabóia); Consuelo Valle Borges (casada com João Benício); Olga Valle Albino (casada com Ricardo Albino); Hélia Valle Monteiro (casada com Alfredo Monteiro); Suzete (casada com Luís Alcântara); Dulce, Beatriz e Graziela Valle.

A família Valle é uma das mais importantes da formação genealógica de Cascavel. Seus ancestrais participaram da evolução desta terra. O ex-prefeito e promotor público, Dr. José Vale Albino é neto do biografado.

José Lourenço gozava grande prestígio em sua época. Foi juiz do Cartório dos Órfãos, nomeado por ato do presidente da província (vitaliciamente) para este tabelionato, acumulando o ofício de escrivão privativo do júri, conforme a Lei Provincial nº 1157 de 19 de abril de 1899. Foi dirigente político e participou ativamente de todos os acontecimentos de sua época.

Faleceu a 8 de maio de 1930, às 02:30h e foi sepultado no cemitério de Cascavel, no primeiro jazigo à esquerda da alameda central.

A Praça José Lourenço do Valle é a antiga Rua da Palha. Recebeu o nome deste ilustrado cascavelense com a modificação da nomenclatura das ruas e praças em 1971. Tem sua origem no arruamento da vila, e está localizada no setor leste.

Esta praça tem a forma de um trapézio e é limitada pelas ruas Arcelino de Queiroz (nascente), Clube Recreativo Cascavelense (poente), Honorato Pereira (norte) e Avenida Dr. Pedro de Queiroz Ferreira (sul).

RUA HONORATO PEREIRA
Honorato Pereira da Silva nasceu a 14 de agosto de 1852, no Apodi, Estado do Rio Grande do Norte. Casado com sua conterrânea, Antônia Francelina de Jesus. Filhos: Manoel e Cirilo – este abraçou a carreira do pai (guarda-fio), e casou-se com Maria Rosário de Jesus – são os genitores do fotógrafo Alfredo (Honorato) Pereira da Silva.

Honorato veio para Cascavel em 1890-92 para a construção da rede telegráfica ligando Fortaleza ao Estado do Rio Grande do Norte, passando por Cascavel. A estação foi inaugurada em 1892, pelo telegrafista de 3ª classe, José Zacarias Vieira; estafeta (carteiro) Antônio Francisco da Silva, e o guarda-fio Honorato Pereira da Silva, todos funcionários do Telégrafo Nacional (Correios). Esta estação funcionou na Praça José Coutinho, na rua que recebeu a adoção do nome deste ilustre funcionário federal. Aposentou-se em 1913, ganhando $500 (quinhentos réis) por dia.

O inspetor do Telégrafo Nacional – “guarda-fio” – fiscalizava as linhas telegráficas (Morse) que hoje são pontos de saída da cidade: Rua João Liberato Ribeiro, para o Aracati; Rua José Antunes de Queiroz, para Fortaleza; e Rua Samuel Bedê, para Guanacés.

Foram seus contemporâneos na estação de Cascavel os telegrafistas Sinfrônio, Juca (1911-12) e o professor José Antônio de Sá. Faleceu em Cascavel com 87 anos de idade, a 13 de agosto de 1939 e sepultado no dia do seu aniversário.

A Rua Honorato Pereira nasce à Rua Arcelino de Queiroz, na Praça Coronel José Lourenço do Valle (antiga Rua da Palha) e termina à Rua Professor José Antônio de Queiroz, na Praça José Coutinho, no sentido nascente-poente. Igreja Universal (antigo Cineteatro São João), Clube Recreativo Cascavelense e residências constituem esta antiga artéria da cidade. Antes de 1971 esta rua não tinha denominação; compreendia dois trechos: Rua da Palha e Praça da Matriz.

AVENIDA PEDRO DE QUEIROZ FERREIRA
Pedro Tomás de Queiroz Ferreira nasceu no dia 5 de setembro de 1854, no Sítio Lucas (Beberibe), quando ainda se integrava ao município de Cascavel. Filho de João Tomás Ferreira e Laurentina Francisca Sabina de Queiroz. Seus irmãos: Ana Maria, João Tomás (genitor de Juarez de Queiroz) e Joana.

Ainda adolescente foi estudar em Fortaleza, matriculando-se no Ateneu Cearense, e fez seus preparatórios no Liceu do Ceará. Escrevia no jornalzinho “E Pur Si Mouve”. Em 1876, foi para o Recife, matriculando-se na Faculdade de Direito, onde colou grau a 12 de novembro de 1880. Escreveu na imprensa pernambucana.

Regressando para sua terra, desempenhou cargos na magistratura: promotor público das comarcas de Russas, Pacatuba, Fortaleza (1884); Juiz Municipal de Baturité (1884-90); Chefe de Polícia.

Foi conduzido ao Tribunal de (Justiça) Apelação – desembargador – ainda no governo do seu parente, general Clarindo de Queiroz, que incluiu o seu nome na organização da Justiça estadual, no regime republicano, que teve vigor com o Decreto nº 200, de 6 de junho de 1891, sendo sua posse efetivada a 16 de julho. Pouco tempo se demorou nesse Superior Tribunal (sete meses). O movimento que depôs o general Clarindo de Queiroz contribuiu para sua demissão, que foi oficializada pelo governador Liberato Barroso. Recolheu-se à vida privada, a uma fábrica de bebidas, em Fortaleza.

Jamais abandonou a carreira das letras, dedicou-se ao estudo, às ideias do pensamento, deixando inúmeros trabalhos literários e históricos publicados em várias revistas e jornais do País.

Era casado com Maria Vilar de Queiroz, com quem dividiu duras provações em 1990: faleceram, em poucos dias, cinco filhos e uma criada, vítimas de “croup”. Ainda passou paralítico, numa cadeira de rodas, de 1907 a 12 de julho de 1918, quando faleceu em sua residência, na Rua Sena Madureira, em Fortaleza. Foi sepultado no Cemitério São João Batista.

Vinte anos depois da demissão de sua função de desembargador, obteve, em 1912, reparação do ato discricionário, e foi reintegrado no respectivo quadro dos titulares do Tribunal de Justiça do Ceará, para, incontinenti, ser aposentado.

Era efetivo da Academia Cearense de Letras e membro correspondente de vários institutos e sociedades culturais.

A Avenida Dr. Pedro de Queiroz Ferreira se chamou “Rua Sete de Setembro”, até a reorganização da nomenclatura das ruas e avenidas de Cascavel, em 2 de agosto de 1971. Tem o sentido de nascente para poente. Começa na Praça Coronel José Lourenço do Vale, adiante do Clube Recreativo Cascavelense, e termina na Rua Padre Maximiano (recém-ampliada em terras do José Ancilon). Tem continuação à Rua Samuel Bedê. Um trecho da avenida tem dois sentidos de trânsito com passeio arborizado. É uma das artérias de maior movimento de veículos e pedestres de Cascavel.

RUA JOÃO LIBERATO RIBEIRO
Joao Liberato Ribeiro nasceu em Cascavel em 5 de novembro de 1860. Filho de Luís Liberato Ribeiro (primeiro administrador do Município de Cascavel, quando do advento da República, 1889) e Maria Angélica Ribeiro. Descendente em linha direta do coronel Jerônimo Dantas Ribeiro, pernambucano, colonizador e senhor de terras. Casado com sua prima legítima e herdeira do Patrimônio de Nossa Senhora do Ó, Antônia Firmina Ribeiro. Filhos: José Augusto Ribeiro (casado com Francisca Monteiro Ribeiro) e Maria Augusta Ribeiro (casada com João Severiano Ribeiro).

Em 19 de outubro de 1933, dona Antônia Firmino Ribeiro faleceu e ficou seu marido na administração dos foros da santa dos fundadores da cidade de Cascavel. A família Ribeiro manteve em seu poder por quase dois séculos o vasto patrimônio – latifúndio – que representa hoje grande parte de Cascavel.

João Liberato Ribeiro era tenente-coronel da Guarda Nacional e proprietário do Sítio Boa Vista, a leste da sede do município, na margem esquerda da Estrada do Telégrafo Nacional (Cascavel – Aracati). Ali, num engenho de ferro com quatro caldeiras, fazia rapadura e numa bolandeira o fabrico da farinha de mandioca. Ao falecer, a 14 de julho de 1938, com 78 anos de idade, deixou para seus dois filhos, além do sítio – que representava um pequeno quinhão das terras dos seus ancestrais – quatro bois, três burros, três cavalos velhos e a casa da Praça da Matriz (vizinha de José Coutinho). Sucedeu-o na administração do Patrimônio de Nossa Senhora do Ó, seu primo, Mário Ribeiro (último administrador).

A Rua João Liberato Ribeiro recebeu esta adoção pela Lei Municipal nº 344, de 22 de agosto de 1971. Era conhecida anteriormente como “Estrada do Correio Nacional”, “Estrada do Campo de Aviação” ou “Estrada para Boa Vista”. Acredita-se que este é o antigo trecho da Estrada Real (ligava Fortaleza a Aracati). Cruzava a sesmaria de Domingos Paes Botão. No século XVIII, este logradouro limitava terras do tenente-coronel João Liberato Ribeiro. Tem o sentido norte-sul e liga as ruas Arcelino de Queiroz com Dr. Pedro de Queiroz Ferreira, na Praça José Lourenço Ferreira do Valle (antiga Rua da Palha). Faz cruzamento com o fim da Rua Coronel Biá.

RUA PADRE JOSÉ DINIZ
José Antunes Diniz nasceu em Cascavel a 25 de julho de 1917. Filho de Raimundo Firmino Diniz e Julieta Antunes Diniz. Foi batizado pelo padre Francisco Valdivino Nogueira. Aos quatro anos de idade ficou órfão de pai e logo sua genitora contraiu matrimônio com Luís Benício de Sampaio, tio e seu padrasto, de quem recebeu carinho e educação. Ainda adolescente foi para o Seminário da Prainha, para onde, mais tarde, conduziu seu irmão José Arimateia Diniz, que se consagrou sacerdote em 26 de novembro de 1944.

Dotado de grande inteligência, era versátil em música, chegando à direção e regência da “Schola Cantorum” do seminário. Destacou-se em retórica, sendo reconhecido como eloquente orador.

Recebeu o diaconato com 21 anos, e por ser muito jovem, estava aguardando a autorização papal para ser ordenado sacerdote, quando foi subitamente acometido de febre tifoide. No dia 15 de agosto de 1939, esteve bastante enfermo na Santa Casa de Misericórdia, quando Dom Manuel da Silva Gomes, arcebispo do Ceará, foi transmitir-lhe jubilosa notícia vinda de Roma: “O Papa autorizou sua ordenação sacerdotal.” Com alegria disse para o arcebispo: “Vou ser padre no céu!”.

Faleceu dois dias depois, a 17 de agosto de 1939, com 22 anos de idade. Suas últimas palavras foram em latim: “Visio!… Visio!… Visio!” – Sempre!… Sempre!… Sempre! Foi sepultado em Cascavel.

A Rua Padre José Diniz, antes de 1971, chamava-se Rua Nossa Senhora do Ó. Tem o sentido nascente-poente, nasce na Praça Carlos Goiana à Rua Professor José Antônio de Queiroz e termina na Rua Padre Francisco Valdivino Nogueira. Faz cruzamento com apenas três ruas. Localiza-se no setor norte da cidade.

RUA MARINHEIRO ANTÔNIO SILVA
Antônio Silva nasceu em Cascavel. Filho de Manoel Silva Matos e Adélia Silva. Era muito endiabrado e peralta; logo seu destino foi a Marinha do Brasil, encaminhado pelo vigário da paróquia, padre Antônio de Oliveira Nepomuceno.

No final da II Guerra Mundial ( 1939-45), prestava serviço como marinheiro na belonave sinistrada “Bahia” de patrulha da Marinha de Guerra guarnecendo a costa nordestina das prováveis invasões inimigas. Vítima do naufrágio deste cruzador, no dia 4 de julho de 1945. Dos 373 tripulantes a bordo, somente 273 alcançaram as balsas. Porém, no mar, quase todos vieram a parecer. Trinta e três foram resgatados pelo navio de salvamento e cinco desses ainda faleceram. Somente um oficial, um suboficial e 26 marinheiros sobreviveram a esta tragédia náutica.

O Cruzador Bahia foi sinistrado por uma rajada de metralhadora do próprio cruzador – e não por torpedeamento -, durante um exercício de rotina, que atingiu acidentalmente um grupo de bombas de profundidade localizado na popa do navio. Afundou em poucos minutos. Antônio Silva foi dos que alcançaram as baleeiras salva-vidas, mas ferido, desidratado e tardiamente resgatado, faleceu no fulgor da juventude em defesa da Pátria. O mar foi seu sepulcro. É um “Herói Nacional” por ter perecido a serviço do Brasil.

A Rua Marinheiro Antônio Silva, até 1971, chamava-se “Rua do Matadouro”, pois passava defronte ao velho abatedouro ( atualmente uma Igreja Batista) construído em 1921 pelo prefeito Vitoriano Antunes. Na praça em frente, hoje está instalada a Prefeitura Municipal, prédio destinado ao Centro Comunitário, edificado na administração José Vale Albino (1977-83).

Esta rua tem o sentido norte-sul. Nasce na Rua Samuel Bedê (próximo ao Colégio Cascavelense) e termina na Rua Desembargador João Damasceno Fontenelle, fazendo limite ao poente com a Praça Frei Bernardino (Capela de São Francisco, no bairro Rio Novo). Não obedece alinhamento no trecho compreendido entre o quarteirão da Avenida Chanceler Edson Queiroz com a Coronel Biá.

TRAVESSA CHOFER MIGUEL RODRIGUES
O chofer Miguel Rodrigues de Morais nasceu em Cariré (na época distrito de Sobral) a 8 de novembro de 1906. Filho de Vicente Ferreira de Morais e Raimunda Rodrigues de Morais. Era o terceiro filho de uma família de sete irmãos.

Em 1924, com dezoito anos de idade (já era motorista), veio para Pindoretama a convite de Raimundo Pessoa Gondim, para guiar um caminhão de sua propriedade. No ano seguinte já morava em Cascavel, trabalhando como chofer do caminhão novo do abastado comerciante Abdon Galdino de Souza (genitor do Dr. Mansueto). Naquela época, um “chofer” era motivo de admiração por parte da população e principalmente das senhoritas. Assim, foi cortejado pela jovem aracatiense, Tereza Bezerra de Sena, filha do comerciante Luiz Correia de Sena e Maria Bezerra de Sena. A família era amiga do seu patrão. Casou-se no dia 31 de dezembro de 1930, na imponente Igreja Matriz de Cascavel, ato celebrado pelo padre José Bruno Teixeira. Filhos: Francisco (o Franci), José, Maria Zenita, Luís (“Pinguim”) e Maria Mariza.

Jovem trabalhador e dinâmico, sempre alimentava o sonho de possuir seu veículo. Em 1929, concretizou seu intento: comprou um caminhão usado e transformou-o no ônibus São Miguel, tornando-se o pioneiro do transporte coletivo em Cascavel. A linha Cascavel-Fortaleza-Cascavel (via Coluna), foi inaugurada no dia 29 de setembro de 1929, dia de São Miguel. O velho ônibus desbravava caminhos da precária estrada até a Coluna, com a célebre parada no Café Macaco. Nesta época já havia sido inaugurada a ponte de madeira sobre o Rio Malcozinhado. A viagem demorava de 3 a 4 horas, sem contar com outros imprevistos no percurso.

Ainda jovem e bem-sucedido empresário de transporte, foi vitimado inesperadamente por uma congestão cerebral às 19:30h no dia 10 de setembro de 1942, com 36 anos (incompletos) de idade. Dois filhos abraçaram a profissão do pai: José e “Luís Pinguim”. O último é empresário de transporte coletivo.

A Travessa Chofer Miguel Rodrigues tem aproximadamente 100 metros, é continuação das ruas Padre Valdivino (norte) e Coronel José Irineu (sul); transversal à Rua Abdon Galdino e Avenida Coronel Leite/Chanceler Edson Queiroz.

Recebeu esta adoção quando da reorganização da nomenclatura das ruas de Cascavel, em 2 de agosto de 1971. Antigamente era conhecida como “o final da Rua Coronel Juvenal de Carvalho”.

RUA CORONEL HORÁCIO DE OLIVEIRA BESSA
Horácio de Oliveira Bessa nasceu em Alto Santo, Ceará, no dia 15 de fevereiro de 1871. Filho de Manuel Galdêncio de Oliveira e Liberalina Francisca de Holanda Bessa. Na grande seca de 1877-78, o cólera e barriga d’água dizimaram centenas de cearenses pelo sertão, inclusive seus pais. Órfão aos sete anos de idade, veio com quatro irmãos (Otávio, Inácio, Francisco e João) morar em Beberibe. Seu padrasto e tio materno, foi o vigário de Beberibe e deputado provincial, Cônego Francisco Ribeiro Bessa.

Casado com Raimunda Xavier da Costa Bessa, filha do português e capitão-mor Francisco Xavier da Costa e Messias Delmira de Jesus. Filhos: Vicente (desembargador), Edmundo (comerciante), Veremundo (secretário de Fazenda), Suzete, Messias, Osmundo (advogado), Waldemar (médico) e Carmem.

Foi membro da Guarda de Milícia (antiga Guarda Nacional Imperial), comerciante e agricultor. Em 1913, fixou residência com a família em Cascavel. Aqui, deixou raízes profundas e fortes laços de amizade. Educou com decência seus filhos, formando uma distinta prole.

Estabeleceu comércio de variedades na Avenida Pedro de Queiroz Ferreira. Residia ao lado, na Rua Coronel Vitoriano Antunes, 2184. Faleceu aos 67 anos de idade, vítima de colapso cardíaco em uma casa de farinha, no bairro de Rio Novo, no dia 8 de setembro de 1928.

Na década de 40, Edmundo Bessa, filho do coronel Horácio, abriu em suas terras uma pequena rua, popularmente denominada “Rua do Papoco” e posteriormente “Rua Bessa A”. Nos anos 60 ampliaram para norte e sul. Com a reorganização das ruas em 1971, recebeu a adoção de Rua Coronel Horácio de Oliveira Bessa. Tem o sentido norte-sul, nasce na Avenida Acadêmico Eliezer Ximenes Rodrigues (antiga estrada do fio) e termina na Avenida Desembargador João Damasceno Fontenele, no Rio Novo. Foi asfaltada em 1988, para facilitar o acesso da Avenida Chanceler Edson Queiroz/Coronel Leite com a rodovia para a Caponga.

AVENIDA JOSÉ ANTUNES DE QUEIROZ
José Antunes de Queiroz nasceu em Cascavel, em 19 de abril de 1932, filho do casal Genésio Queiroz e Cordélia Antunes Queiroz (16/01/1905, amazonense, nascida em Lábrea às margens do Rio Purus, no Alto Amazonas, filha dos cascavelenses Emiliano Antunes Ferreira e Herminda Andrade Ferreira).

José, o caçula da família, morou apenas seis meses em Cascavel, pois sua família mudou-se para Fortaleza com seus irmãos Jacy, Edson, Wanda, Cléa e Yvone. Ali, seu pai iniciou atividades comerciais que solidificou com o atual Grupo Edson Queiroz. Jovem desportista e homem de negócio. Viveu em plena velocidade, integrando nela um forte entusiasmo arrebatador; porém, faleceu com 32 anos de idade, num trágico acidente de desporto marítimo, em Fortaleza, no dia 04 de outubro de 1964. Deixou uma filha, Cordélia.

A Avenida José Antunes de Queiroz recebeu esta adoção com a Lei Municipal nº 344, de 02 de agosto de 1971, em tributo ao irmão Edson Queiroz, que construiu naquele logradouro, em 1969, a fábrica Cascaju. Era conhecida anteriormente como “Estrada do Correio Nacional”, “Estrada do Fio” e ainda como “Rua do Telégrafo”. Acredita-se que este é o antigo trecho da Estrada Real (ligava Fortaleza a Aracati). Cruzava, no século XVII, a sesmaria de Domingos Paes Botão e João da Fonseca Ferreira, por onde comboieiros, almocreves e viajantes cruzaram nossas terras e edificaram esta cidade.

A avenida tem o sentido nascente-poente e nasce na confluência das ruas Padre Valdivino Nogueira e Prefeito Luís Benício de Sampaio; termina na interseção da Rua Jornalista João Lopes (em frente à Cascaju), donde tem continuidade com a denominação Avenida Eliezer Ximenes Rodrigues. Via asfaltada, que liga a sede do município ao distrito praiano de Caponga.

AVENIDA PADRE ANTÔNIO DE OLIVEIRA NEPOMUCENO
O padre Antônio de Oliveira Nepomuceno nasceu em Aracati, a 24 de setembro de 1906. Filho de Alexandre Nepomuceno Pereira e Francisca Fernandes de Carvalho. Ingressou no Seminário da Prainha em 8 de março de 1921 e ordenou-se sacerdote secular em 15 de agosto de 1931. Contemporâneo da turma de Dom Hélder Câmara.

Chegou a Cascavel em 14 de fevereiro de 1943, nomeado pelo Bispo do Ceará a 31 de janeiro. Criou a missão de Nossa Senhora do Ó, padroeira dos fundadores da cidade. Organizou as congregações religiosas Filhos de Maria, Sagrado Coração de Jesus, Vicentinos. Encaminhou 35 jovens aos seminários (dois destes foram ordenados sacerdotes: padre Francisco de Assis Matheus Apolônio e padre José Luís Fernandes de Oliveira) e 16 jovens para as irmandades Capuchinhas e Filhas da Caridade. Deu continuidade à construção da capela de São Francisco, no bairro Rio Novo, construiu a capela de Jacarecoara, reformou o piso da Igreja Matriz. Benemérito da Maternidade Nossa Senhora das Graças, comprou as imagens do Bom Jesus dos Passos e Jesus Morto. Substituiu os sinos da Igreja Matriz, entre outras obras. Era vigário colado ou vitalício da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Cascavel. Em 14 de janeiro de 1965, por ato do Papa Paulo VI é elevado à dignidade de cônego. Recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadão Cascavelense.

O bispo Dom Aloísio Lorscheider removeu-o para Fortaleza a 06 de julho de 1972, após uma longa crise paroquiana e política. Realizou o mais longo vicariato da paróquia, desde a sua criação em 1832: 29 anos e 5 meses. Faleceu em Fortaleza, com 88 anos de idade, a 10 de novembro de 1994.

A Avenida Padre Antônio de Oliveira Nepomuceno recebeu esta denominação pela Lei Municipal nº 787/95 de 18 de agosto de 1995, de autoria do vereador Eduardo Florentino Ribeiro e sancionada pelo prefeito Francisco das Chagas Alves. Foi revogado o parágrafo 32 da Lei Municipal nº 344/71, de 02 de agosto de 1971, que a denominava Avenida Eliezer Ximenes Rodrigues. Acredita-se que este é o antigo trecho da Estrada Real, que ligava Fortaleza a Aracati, no século XVII. Nas últimas décadas do século XIX, serviu de linha de telégrafo e ficou conhecida como “Estrada do Telégrafo”, “Estrada do Foi” e “Estrada do Correio Nacional”, onde por muitos anos foi o acesso dos comboieiros, almocreves e viajantes por estas regiões litorâneas. Tem o sentido nascente-poente. Começa na esquina da Rua João Lopes Ferreira Filho, em frente à Cascaju, e termina no encontro da Avenida Desembargador Feliciano de Ataíde com a estrada que liga a cidade de Cascavel ao distrito praiano de Caponga.

RUA TITI BESSA
Francisco Bessa, o Titi, nasceu em Beberibe a 10 de julho de 1893. Quarto filho de uma família de 18 irmãos, do coronel Otávio Ribeiro Bessa e Francisca Xavier da Costa Bessa. Seu irmão, Horácio Bessa Sobrinho, prefeito e tabelião em Cascavel.

Na década de 10, fixou residência em Cascavel, instalando aqui uma padaria e depois uma loja de tecidos. Casou com Maria de Lourdes Portela Bessa, filha do dentista prático, músico e sapateiro, Adolfo Portela e a cascavelense Francisca Antunes Portela, de tradicional família do Riacho Fundo. Filhos: José Ossian (vereador na legislatura 1983-89) e Nasian Bessa Sarquis (aposentada, residente em Joinville-SC). O Titi faleceu com 71 anos de idade, em 1962, após longa enfermidade que o reteve ao leito.

A Rua Titi Bessa foi aberta em princípio da década de cinquenta pelo proprietário das terras, Edmundo Bessa. Logo o povo a denominou “Rua do Fogo”. Em 1962, a FSESP (Fundação Especial de Saúde Pública) batizou-a por “Rua Bessa B”. Em 1971, quando foi aprovada a Lei Municipal nº 344, de 02 de agosto, com nova nomenclatura das ruas e praças, recebeu o nome de Rua Titi Bessa. Logo, em 1970, neste logradouro já existiam 19 residências, porém o calçamento só chegou em 1992, na administração do prefeito Chagas Alves. Nasce na Rua Otávio Felício de Souza e termina na Rua Samuel Bedê, tem o sentido norte-sul, com predominância residencial. Não há cruzamentos e está encravada no bairro Bessalândia, no setor oeste da cidade.

AVENIDA DESEMBARGADOR JOÃO DAMASCENO FONTENELE
Viçosa do Ceará foi o berço de João Damasceno Fontenele a 2º de maio de 1883. Filho de José Joaquim Fontenele Sobrinho e Ana Evarista Fontenele. A admiração pelo seu conterrâneo Clóvis Beviláqua levou-o a estudar Direito. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Ceará em 1910. Ingressou nos quadros da Justiça em 1915. Casado com Laura Filomeno Gomes Fontenele. Filhos: José e Edmilson (ambos atingiram o almirantado na Marinha de Guerra do Brasil).

Sua carreira na magistratura desenvolveu-se praticamente na Comarca de Cascavel, à frente da qual permaneceu 25 anos (de 1920 a 1945). Foi o 6º Juiz de Direito e por mais tempo permaneceu no cargo na história do município. Daqui foi assumir a desembargadoria no Tribunal de Justiça. Foi nomeado a 26 de dezembro de 1945. Atuou ainda na Justiça Eleitoral (1947). Foi o 31º presidente do Tribunal de Justiça (1952).

Em Cascavel, além de juiz, foi prefeito interino em 1945, na gangorra dos efêmeros edis municipais, na transição da ditadura Vargas para a democracia. Era integrado às causas de nossa terra e prestou significativos serviços à população.

Após aposentar-se (1954), radicou-se no sul do País em companhia de seus filhos. Faleceu aos 82 anos de idade, no Rio de Janeiro, no dia 23 de agosto de 1965.

Em 1971, com aproximadamente três dezenas de casas, o trecho inicial da estrada carroçal Cascavel-Guanacés (compreende hoje, do largo da Igreja de São Francisco – Rio Novo – até a rodovia CE-004) recebeu a adoção de Avenida Desembargador João Damasceno Fontenele. Tem o sentido nascente-poente. Do largo da igreja para o nascente, recebe a denominação de Rua Abdon Galdino.

[Fonte: Evânio Reis Bessa; Antônio Barão Manuel de Sousa. Jornal O Repórter]